O centenário da Imigração passou – finalmente, pq não aguentava mais ouvir q qq exposição/show/reforma da Liberdade eram por conta da vinda do príncipe e bibibi. Agora, td mundo sabe mesmo que aqui é aonde tem mais japonês (fora do Japão) e que eles curtem causar a cada vinte anos. Ok.
Tem gente que se ofende quando é chamado de japa. Acho engraçado, pq esse cara, quando chega em casa comenta: “puxa, um gaijin (estrangeiro) me chamou disso.. mimimi”. Se fosse chamado de brasileiro, na verdade, seria mais verdadeiro (afinal de contas, é só os genes do cara que dão a cara: a cultura q ele recebeu desde o berço e os cobertores de Mickey são tupiniquins).
Mas não é disso que vim falar.
Quando se é japonesa, normalmente não se ouvem murmuros que as mulatas e loiras ouvem. Japonesa ou não, com bunda ou não, fato é que a maldita dita ‘preferência’ chegou a elas, e não é de hoje.
Aquele lance ‘prefiro loiras’, ‘prefiro morenas’ é idiotizante. Ouvir que ‘uma amiga minha passou seu MSN pq sabia que vc é solteira e é japa’* me faz querer trancinhas rastafári em mim e uma tesoura nele, para arrancar os malditos chaveirinhos e munhequeiras ‘otaku’.
Chegar como argumentação para puxar papo então, faz a menina se sentir como um mero pedaço de carne, observado através do vidro do frigorífico com os nervos expostos e o sangue pingante. A entrevista, vulgo ‘conversa’, é rodeada por interesses meramente geográficos e fazer qualquer querer ouvir as histórias do tio chato dela que viajou a (insira algum lugar interessante) e conta as mesmas ‘aventuras’ com as mesmas fotos de álbuns rasgados e amarelados.
Caso o entrevistador tenha um mínimo de bom-senso (atenção! isso é muito raro!) ele decide falar de si mesmo ou pergunta o porque das respostas dela, que a uma certa altura tornam-se monossilábicas.
Caso o alvo, vulgo ‘japinha’, seja uma pessoa de bem, filha de nikkeys de bom senso, age como uma boa japinha e dá respostas na tangente, e ao final da conversa vai deletar o sujeito de seus contatos e rastrear da onde surgiu a conexão com o filho da puta.
Se não, ela pode dar um bom corte no cara e pedir a ele que reflita sobre essa preferência aleatória de meninas que têm olhos puxados, e que ridículo é estufar o peito e admitir que tem essa preferência. E que todos os amigos ‘nipófilos’ do maluco são um bando de punheteiros que podiam arranjar uma vida e quem sabe uma profissão ao invés de babar no vídeo da filha da Tizuka Yamazaki.
Será que os ‘nipófilos’ nunca pensaram que o simples fato de admitirem essa preferência afugenta qualquer alvo? Uma estatística fictícia de 90% (que se aproxima da realidade, dada a experiência de vida) mostra que o dito ‘mané’ faz papel de trouxa ao achar que isso é hype, e que ele tem chances de engatar qualquer coisa com um representante da etnia, do sexo feminino.
Será que eles nunca pensaram q isso é tão irrelevante e mostra a falta de raciocínio lógico que ele possui? Que isso é ao mesmo tempo uma representação do vazio da interação deste com outros seres humanos?
Um dia ele entenderá que japinhas não andam a vida inteira de colegial, não são super fofas como ele imagina e que preferem distância de tipos como ele.
Enquanto isso, outros tipos, que não têm esse super-filtro, fazem Gol do Vasco

Ela vai crescer e não vai dar bola pra vc se continuar desse jeito! BABACA
inspirado pelo blog do Felipe, Coisas que eu Odeio (na barra lateral; não seja preguiçoso, procura lá)


